Enquanto houver sol haverá um sonho, uma história, uma esperança... Enquanto o céu refletir em mim sorrisos haverão canções e saudades... Enquanto houver sonhos haverão novos amigos... Nas esquinas da vida sempre um novo! E uma vida inteira pra decifrar... Eu sou do Sol! Sou da luz! E do dia...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Com atitude de sonhar


Seguindo uns pequenos passos em direção ao teu coração.
Vou com calma.
Me dá esse lugar...
Eu lancei fora o medo do meu lugar.
Deixei um espaço reservado pra você.

Lá está teu cheiro.
A tua fênix, enorme.
E uma saudade.
E a alegria, de ser seu.

Seguí teu sorriso e achei uma folha verde, nela estava escrita teu nome.
Sonhei com ela encostada em meu peito, deixei por osmose alegria de te encontrar;
Deixei por osmose a alegria se transformar em saudade.

sábado, 4 de julho de 2009

Alegria

Fico imaginando a Cinderela depois que foi resgatada pelo príncipe...
Ninguém se lembra que ela é uma mulher normal... Imagine ela, depois de acostumada dando puns na cama com o seu encantado, acordando-o com o bafo, sendo assistida numa dor de barriga ou tendo que administrar as questões da realeza. Como ela foi obrigada a ser "plebéia" a vida inteira deve ter sofrido a pressão...
Com certeza tudo isso deve ter sido menos pesado que conviver com as irmãs loucas, e a má drasta...

Justificar:Justificar
O que isso tem haver com o título do texto? Alegria não é ausência de dor... É Motivação. É dar sentido as dores e renuncias diárias. Quando digo sim a algo, digo não a muitas outras pessoas e coisas. Um sim é feito de muitos nãos e renuncias...
Estou alegre, feliz porque disse sim. Eu quis dar mais uma chance pra mim.
Estou agora nesse mesmo período que a Cinderela. Como já dizia a minha avó: " Quem quer os beijos, que aceite os peidos".
A alegria tem essa capacidade de resumir as coisas. De tornas as pessoas leves, bonitas e despretenciosas. Talvez seja porque eu não tenha muito pra dar e nem sinta os interesseiros, os malvados. Um sorriso apaixonado, uma ligação inusitada é capaz de derreter qualquer coração duro. Ou qualquer difilculdade.
Andar nú nunca foi tão bonito.
Ser transparente nunca mais tinha sido moda.
Os matizes da luz do sol a muito não tirava os olhos do limbo. Ser movido pela alegria da paixão e do sonho tem alimentado a minha alma pobre e débil.
As imperfeições se tornaram belas, o mal se esqueceu de ser cruel e sorriu.
O inferno se tornou um lugar onde pude ver uma luz e ter mais uma vez o desej de cantar.
As palavras, antes enigmáticas se tornaram claras, translúcidas.
O cisco no olho, piscar.
A vela no mar aberto, a singrar...
A água na bica, o desejo de tomar banho.
O calo no pé, e o desejo louco de dançar...
Calar.
Gritar.
Indo só eu e meus sentimentos. Cego e seguindo...
O Imoral se tornou amoral nos braços de um novo, velho Amor.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A beleza escondida.



O meu maior medo é manipular alguém. Deve ser horrível ser manipulado.
A beleza tem esse poder às vezes... Manipula nossos olhos. Nos cega... Pode gerar a cobiça, o desejo a libido, onde os sentidos visuais podem ser facilmente enganados...
Faz pouco tempo, mas tenho andado na crença do que está escondido. O dom de mim mesmo talvez esteja me ensinando.
Lí uma vez num livro de Daniel-Ange que somos como baús. As verdadeiras preciosidades estão escondidas. É preciso tempo, investimento dele pra ver. "Encontrar isso em si mesmo é dar sentido ao dom de si", diz o livro. Tenho experimentado isso de forma concreta.
Ser um dom pra mim mesmo.
Tomara que não seja mais um sonho... Minha vida feito deles...

" BOM DIA, SONHO
BEM VINDO À HORA DE ACORDAR
ESTE É O SOL,
ESSA É MINHA VOZ
VIVO DE BRISA
ANDO NOS PASSOS DA MANHÃ
BEM VINDO A MIM
O ÚNICO QUE SOU
ESSE SONHADOR

MINHA CASA
É TUA CASA
MEU OLHAR É TEU
DA JANELA VEJO COISAS
PRA TE OFERECER
NESSA RUA PASSA O MUNDO
DE ONDE VEM, NÃO SEI
SEI QUE É FEITO
DE OUTROS MUNDOS
MUNDOS DE QUEM É
SONHADOR"

Me fazer feliz.
Jogar o jogo da felicidade;
Encarar o lado bom das coisas complicadas (Olha que são muitas).
Simplificar as complicações.
Chorar se for preciso.
Sorrir se for preciso.
Eu quero muitas coisas. Que meu tempo não acabe...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dando uma volta na esquina.


Sonhei ontem que eu estava preso, era uma caixa marron. Uma espécie de urna onde muitos depositavam bilhetes. Eu ficava constrangido a cada bilhete que ia caindo. Uns queriam ajuda com o filho mau educado, outros queriam um Amor pra sempre , um que saiba lavar cozinhar, cantar, tocar violão, e que ainda seja carinhoso e disponha de um bom sexo pra vairar. Outros se queixavam do maridos e esposas, outros bilhetes pediam trabalho e prosperidade... E justificavam que com dinheiro se consegue muitas coisas no mundo...
Fiquei me perguntando o que poderia ser àquela caixa. Quando me surpreendí com mais um bilhete que caiu, tinha letra de criança e dizia assim: " Quero que as pessoas se amem mais, se perdooem mais, que elas se importem uns com os outros..."
Era uma espécie de caixa de pedidos, não uma caixa de sugestões, uma caixa de oração, algo de ordem prática, simplista e ao mesmo tempo requeria um certo critério no atendimento. Como Não eram endereçadas pra mim, me sentí no direito de julgá-las. Quando começei a ler uma carta triste sobre a morte de um filho e a solidão de nunca mais poder vê-lo, fui acordado com a caixa sendo transportada pra uma mesa onde eu caia entre a papelada, que revelava além de muitos bilhetes umas fotos 3x4, fotos de família, recortadas... Intenções explícitas.
Como acordei do sonho não sei qual a resolução dele.
Passei o dia intrigado com os flashs dele durante todo o meu dia.
Estar naquela caixa não me fazia deus nem gênio da lâmpada, porque não era capaz de realizar os desejos. Me sentí meio alcoviteiro. Eu sabia o que se passava, mas não podia ir até as pessoas. Ajudar, aconselhar... Me impressionei de verdade com o bilhete em letras infantis com o tema: " A indiferença". A indiferença tem lançado as pessoas a serem como são.
Como posso procurar um amor, um amigo, ser amado de forma explícita se não entendo como viver isso, e não ser primeiro pra depois colher?
O apelo ao Amor pra sempre é justificável, porém não acontece num pedido de oração. O que é o Amor???
Além das canções, além das poesias, além das canções bregas, ou lindas sobre o Amor, a resposta continua inesgotável. Porque não é fazer, é ser. Quem sou eu? Quem é você?
A minha resposta ou qualquer que seja dita entra no âmbito das experiências e numa abordagem pessoal e limitada. Ando acreditando que não sou exemplo pra ninguém, porque a vida não é uma receita a ser seguida e cada um deve achar o seu caminho.
Acredito num passo inicial a ser respondido em busca do Amor verdadeiro, em busca da felicidade tão almejada, e tão plástificada no mundo atual: O auto conhecimento.
Responder a mim mesmo quem sou, olhar pra minha história, pras heranças genéticas e históricas adquiridas, observar os arkétipos educacionais impostos, os medos, os traumas, as marcas na afetividade, tirar tudo isso, lipar tudo o que quero ser, o que acredito que pensam de mim, o que esperam de que eu faça e seja. O que restará? Restará eu mesmo, límpido, nu. Livre.
Esse caminho é um caminho de silêncio, de meditação, de fazer memórias afetivas e históricas. Leva-se dias, meses e até anos, mas é preciso ser feito.
Ontem conversava com um conhecido no msn. E fiquei extremamente comovido e inquieto com o andamento que o nosso mundo tem vivido. Ele contou-me que foi a uma sauna e fez sexo com quatro pessoas ao mesmo tempo e, me contou como se àquilo fosse me impressionar. Respondí: "Que nojo... Vc não é descartável. E não me diga que é somente sexo pelo sexo. Sexo envolve todo o nosso ser, as nossas emoções, vontades, anseios carências... Você está perdido amigo... Não se chateie comigo. Eu quero ajudar. Não é assim que você vai encontrar alguém que te ame. Você alarga seu vazio, de desejo de ser amado e compreeendido. Se quiser ajuda estarei aqui."
Acredito que ele não me entendeu porque a maioria dos gays vivem a mesma realidade que ele.
Tolice.
Imaturidade.
Ansiedade.
Definitivamente, Amar-se primeiro. Ser antes de fazer.
Só assim encontraremos o que queremos: Se de fato entendermos o que queremos.
Eu quero ser é feliz. Ter a paz na guerra. Morrer tentando ser eu mesmo.

domingo, 21 de junho de 2009

O eu ideal, o eu real, e o idealizado. Parte última.


Não quero perder minha liberdade. O meu eu real é livre, livre pra sentir...
Não acredito em prisões.
Acredito em autênticidade, acredito nos valores que trago.
Se vamos, vamos até o fim... Até o fundo.
Cansei de ser raso, cansei de ficar nas superfícies...
A liberdade é também me comprometer com a liberdade do outro;
Com suas riquezas.
Fiquei envolvido nessas minhas verdades. Feliz porque não posso negar a mim mesmo que planto meu futuro, mas não posso viver em função dele... E não quero viver no passado.
A vida se recicla.
Devo idealizar a verdade da minha busca, devo idealizar ser eu mesmo. Não pertencer e de fato não pertenço. E quem pertençe?
A muito custo abro mão das minhas posses, me despojo de todos os sentimentos que guardei em relação à minha própria história!
Estou disposto ao novo, sendo livre, sendo limpo. Pra magoar, e ser magoado...
Viver é isso...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O eu ideal, o eu real, e o idealizado. Parte 2


Demorei muito pra por a segunda postagem dessa série...
São muitas coisas pra contar de fato.
Indo direto ao assunto...
Pra ter uma noção clara de quem eu sou, de quem quero ser, necessito de um encontro como estou, pra entender onde quero chegar...
Eu fiz muitos planos pra mim, também tenho as minhas histórias trágicas, e tenho vivido numa expectativa pelo que vai chegar, porém confesso que ando olhando pra trás e desconfiado: " Será que magooei alguém pelo caminho?" Com certeza! magoar alguém implica o execicío de conviver, de experimentar, de também acreditar, de transcender os relacionamentos. Me fez crescer, me fez desejar acreditar, ter esperança.
Ontem me desafiei e resolví enfrentar meu medo. Posso ter feito tudo errado, mas não quero pensar nisso agora. Quero olhar mim, como estou. Estou com esperanças.
Uma única canção canta caladinha no meu silêncio: "A vida me fez assim: 'Eu caçador de mim'. Feliz por isso".
Ainda existe uma criança dentro de mim, agachada com medo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O eu ideal, o eu real, e o idealizado... Parte 1


Saber contar uma história já contada de forma nova é uma arte...

Principalmente porque temos muito da mesma coisa, é muito do mesmo formato... Roupas iguais, corpos numa mesma malhação, sorrisos branqueados, cabelos alisados, ou cacheados...

A perspectiva do novo sempre ligado a atingir o pseudo ‘senso comum’ é comum, todos querem no fundo ser parecisos com algo ou alguém... E o que eu não tenho eu desejo ter melhor ou maior que o outro...

O indivíduo se rotula e decide estar sempre ligado à motivação do que não tem...

A ansiedade, ou inveja, melhor dizendo.

É como àquela propaganda o carro, com um cara lindo, numa roupa maravilhosa, com um corpo escultural, cor o parceiro ‘perfeito’, enlouquecendo o telespectador que ferozmente trabalha para chegar perto... Na nossa sociedade fast-food é difícil desinstalar a consciência e as emoções desse formato, porque estamos encurralados por todos os lados a consumir a atingir metas, a superar, a correr atrás do prejuízo a conquistar um lugarzinho ao sol.

Eu preciso uma razão maior, uma que seja reconquistada diariamente. Uma que me envolva nos meus pensamentos, que me faça sorrir sozinho, chorar de saudades, olhar pro nada e encontrar beleza nos desconhecidos horizontes. Uma razão que transite além sexo, que esteja oculta os olhos, mas que faça o coração arder ao som da voz, que me faça desejar a eternidade. Escondida no tempo e no espaço, que não dê valor ao que se tem, mas ao que se é na essência. Com gosto de chocolate, com beijo lancinante e abraço acolhedor.

São muitos passos pra se dar até atingir essas metas ilusórias de Amor ou perfeição, que eu não acho perfeito.

A chave é essa! Ser eu mesmo... Aceito por mim mesmo, com tudo o que tenho e o que sou, disposto a suportar-me, a compreender os limites, atender as minhas necessidades básicas...

Como diz a canção: “ ..Eu quero uma casa no campo...”


Continua

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Números.

123, conto entre os dedos. 
Conto tudo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Inda indo...


Ainda vou... Vou indo.
Vou pelo meu caminho, com fé e nem sempre com ela.
Vou apelando à esperança.
Vou acreditando em mim, e desacreditando.
Vou esperando, sem estar desesperado.
Apenas indo.

Vou, gostaria de voltar.
O que já foi, foi.
Nada pode mudar.

Vou acreditando, vou enriquecendo.
Enriqueço meus conceitos.
Empobrecendo.
Empobrecendo de vida que se esvai...

Vou viver.
Não sei ainda.

Terei.
Porque não ter?

Que se ajuste aos meus medos, que se encontre no porão dos sonhos...
Que sorria das minhas tolices.
E que eu conquiste sem saber se sei.

Ainda indo.
Inda indo eu vou.
Tes espero alí na esquina...

domingo, 17 de maio de 2009

No alto da torre


Quando eu era criança alguém me contou que do alto se vê melhor, que podemos nos nortear para encontrar lugares e pessoas ao longe...
Relativamente isso é verdade, quando o tempo se consolida em observar. Mesmo assim existe o perigo de deixar a vida passar e não vivê-la. Os olhos acostumados com a beleza não se permitem o perigo do frio da barriga, àquele friozinho de quem salta pro desconhecido... Então nunca saberá se é bom ou se é ruim sem saltar!
Se fosse sempre assim a torre da rapunzéu seria um lugar legal pra se viver!
A pobre coitada viveu lá nas alturas presa. Os cabeloas cresceram, não tinha com quem conviver e estava sempre atrelada às suas idéias, por isso se acostumou ao silêncio e a não precisar expressar seus sentimentos. Claro que toda estorinha que se preze tem os dois lados da moeda!
Rapunzéu não tinha problemas de ter que dividir espaço, discutir a relação, exigir explicações . Um dia um dia um carinha 'nem sei que lá' apareceu na sua vida e causou a desinstalação que conhecemos. E os cabelos tão longos, símbolo de beleza, prisão e liberdade foram decepados sem dó nem piedade, pra tristeza da mocinha.
Eu penso que é essa é a melhor parte da estorinha... O carinha de 'acolá' teve de arrumar um jeito pra encontrar Rapunzéu, sem cabelos, mas cheia de amores pra dar, os amores são sempre criativos... Arrumam un jeitinho pra expressarem, pra driblar as impossibilidades da vida, esperançosos que o Amor aconteça.
Àquele Amor vermelho que nem pimenta malagueta, porém não ardido, mas bem cheiroso como a pimenta de cheiro que sabe enganar muito bem quem não a conhece...

Quem sou eu

Minha foto
Sou o que sou, com algumas perguntas e indagações!